E estamos de volta! No próximo dia 20, “S. – Contos de Tchekhov” embarca em uma curta temporada novamente nos palcos da UniRio.
Dessa vez serão três apresentações e a peça está com novidades: três novas atrizes integraram o elenco: Carla Stank (substituindo Lívia Guedes), Juliana Trimer (substituindo Dai Fioratti) e Raísa Mousinho (substituindo Bruna Félix).
É sempre a sensação de estranhamento. Encerrar um trabalho que tomou o tempo de 12 pessoas por quase 8 meses. Encerrar não é bem a palavra, já que há sempre a expectativa (e por que não dizer esperança) de uma continuidade. O fato é que, sim, este grupo que durante meses se encontrou quase todos os dias para criar a história dentro das histórias que permaneceram martelando nas cabeças, nas emoções, termina ali sua jornada.
Não é demais dizer que o teatro é uma arte efêmera. Não há como reproduzir o que se realiza, cada sessão é diferente da outra, cada dia uma descoberta nova no modo de fazer a mesma coisa. E um dia, como diria Clarice Lispector, “um belo dia, a gente morre”.
“S. – Contos de Tchekhov” foi esse turbilhão de sensações e sentimentos que ora explodiam, ora implodiam. E está aí a riqueza de se fazer arte.
Valeu a pena. Que venham as novas temporadas. Que nasçam novas ideias, novos momentos, novas relações.
Laboratório, leituras, ensaios, alagamento, inúmeras discussões pra se alcançar um bom resultado e um processo mais que elogiado pelos atores.
Assim foi essa primeira fase de trabalhos de “S. – Contos de Tchekhov” que hoje chega à sua última apresentação. Toda a equipe agradece a todos que estiveram presentes para prestigiar.
Hoje, às 20:30, o público ainda poderá assistir e sentir as emoções do Beco de S.
E que venham novas temporadas…
O blog continuará ativo com novas informações e novidades sobre “S.”. Acompanhe!
Grupo do Beco de S. se diverte na festa de confraternização
Neste sábado, depois da última apresentação da semana, o grupo de “S. – Contos de Tchekhov” se reuniu na casa da atriz Stefania Corteletti na deliciosa Rua Pires de Almeida em Laranjeiras.
Lucas Nascimento, Aline Sampin, Mariana Barcelos com a diretora Marcela Andrade
O grupo estava muito feliz com a repercussão entre o púlico que esteve presente nessas duas primeiras semanas desta temporada do espetáculo.
“S. – Contos de Tchekhov” ainda terá sessão nesta segunda e terça-feira. E depois do dia 22, todos – grupo e público – só esperam uma coisa: que venha uma nova temporada!
Assista segunda e terça, “S. – Contos de Tchekhov”, às 20:30, com distribuição de senhas às 20:00. Cheguem cedo! As sessões estão lotando!
Nesta quarta-feira inicia-se um novo ciclo de apresentações do espetáculo “S. – Contos de Tchekhov”.
Um vídeo foi produzido com alguns depoimentos de atores sobre o processo, imagens dos ensaios e uma entrevista com a diretora Marcela Andrade. Assista!
A primeira semana foi um sucesso! De hoje até sábado, às 20:30 o espetáculo será apresentado no Palcão da UniRio, na Av. Pasteur, 436 – Urca. A entrada é franca e as senhas serão distribuídas sempre 30 min antes do início da sessão.
Nesta segunda, a temporada de “S. – Contos de Tchekhov” encerra seu primeiro ciclo desta temporada. De quinta a domingo, 250 pessoas estiveram presentes no Palcão da UniRio e conferiram a delicadeza da peça dirigida por Marcela Andrade, mesmo com os percalços de sábado, quando um alagamento destruiu parte do figurino.
Hoje tem sessão no mesmo horário, às 20:30, com distribuição de senhas 30 min antes. A peça para nesta terça-feira, em função dos jogos do Brasil. De quarta a sábado, haverá novo ciclo de apresentações, com nova paralisação no domingo, finalizando a temporada na terça-feira, 22/06.
Venham para o Beco de S. encontrar o encantamento dos contos de Tchekhov.
A atriz Mariana Barcelos, escreveu o texto abaixo para sua personagem em “S. – Contos de Tchekhov”.
Pensando no sono enquanto meu nariz adoece. Seca os olhos garganta arranha. Mais um pouco e ela vive de vez. Com mais frio cairia neve (ela acha). E se quando ronrona meu coração agita, faz compensar minhas semanas acumuladas na mesa: meu transtorno. Pra fora com meu sufoco em seu choro seco, meus medos a escorrer nas suas lágrimas de sono. É pra minha insônia ver como perde pra coragem dela. Como perde.
“O meu desespero é que becos são enormes, e eu sou muito pequeno. ” (Vassíliev, em “S.”, de Marcela Andrade)
Há exatos 20 anos, no dia 12 de junho de 1990, a Rússia se declarou independente da União das Repúblicas Soviéticas. O processo de independência só foi concluído de fato em 25 de dezembro de 1991. A Federação Russa foi assumida pelo falecido Boris Yeltsin, eleito depois presidente em 1991 e reeleito em 1996.
O processo de independência foi iniciado por Mikhail Gorbachev, então secretário geral do Comitê Central do Partido Comunista da União Soviética. Foi ele quem realizou tentativas de reforma que culminaram com o fim da Guerra Fria, o que lhe garantiu o Nobel da Paz em 1990.
Para muitos, uma realidade distante, mas o mundo que conhecemos hoje foi alterado pelos acontecimentos deste período, o que inclui também a queda do Muro de Berlim, em 1989.
“S. – Contos de Tchekhov” traz à cena um espetáculo inspirado livremente em sete contos do russo A. Tchekhov. Estaremos em cartaz até o dia 22, sem sessões apenas nos dias 15 e 20 de junho.