É sempre a sensação de estranhamento. Encerrar um trabalho que tomou o tempo de 12 pessoas por quase 8 meses. Encerrar não é bem a palavra, já que há sempre a expectativa (e por que não dizer esperança) de uma continuidade. O fato é que, sim, este grupo que durante meses se encontrou quase todos os dias para criar a história dentro das histórias que permaneceram martelando nas cabeças, nas emoções, termina ali sua jornada.
Não é demais dizer que o teatro é uma arte efêmera. Não há como reproduzir o que se realiza, cada sessão é diferente da outra, cada dia uma descoberta nova no modo de fazer a mesma coisa. E um dia, como diria Clarice Lispector, “um belo dia, a gente morre”.
“S. – Contos de Tchekhov” foi esse turbilhão de sensações e sentimentos que ora explodiam, ora implodiam. E está aí a riqueza de se fazer arte.
Valeu a pena. Que venham as novas temporadas. Que nasçam novas ideias, novos momentos, novas relações.











Belas palavras! Gostei muito. E sempre bom ver foto minahs fotos aqui hehee
Sucesso à todos vocês! = )
Ellen.
Um processo muito marcante. E dentro dessa arte efemera, descobrimos, buscamos, retomamos instantes fortes, porque era efemeros tambem. Nos olhares de cada dia, na surpresa diante da criacao do outro nos primeiros ensaios, nas recriacoes da temporada.
Beijos beijos beijos