Durante os encontros de preparação para “S.”, o elenco realizou pesquisas sobre diversos temas da cultura russa: literatura, música, artes plásticas, cinema e política estiveram na pauta dos encontros.
Para entender um pouco a história artística da Rússia, veja a Linha do Tempo. Observe que as informações em Azul, dizem respeito à vida e obra de Tchekhov.
Leia um pouco mais sobre a história da arte russa, abaixo:
No século IX com a conversão de Vladimir I ao cristianismo, em 995, Kiev tornou-se o primeiro grande centro artístico da Rússia, mas se manteve, entretanto, na completa dependência artística e cultural de Constantinopla (atual Istambul)
Séc. X – Séc. XVII arte bizantina. É possível observar os mosaicos e afrescos das catedrais de Kiev, filigranas e esmaltes.
Alguns artista do período:
Andrei Rublev, ícones, afrescos e miniaturas para iluminuras. decorou os ícones e afrescos da Catedral da Anunciação no Kremlin em Moscou. – ascetismo e a harmonia clássica das maneiras Bizantinas. As personagens em suas pinturas são sempre calmas e pacíficas. Mais tarde, sua arte se tornou o ideal quando se fala em pintura de igrejas e arte icônica. – Rublev foi canonizado em 1988 pela Igreja Ortodoxa Russa.
Teófanes, o Grego: imigrante bizantino cujas pinturas já revelavam as características da arte russa: proporções alongadas, delicadeza de detalhes e composição rítmica.
Período moscovita (1530-1700):
Depois da queda de Constantinopla em poder dos turcos, em 1453, a pintura de ícones sofreu profundas mudanças, abrindo caminho ao surgimento de uma arte nacional. Registrou-se um desaparecimento gradual dos elementos helenísticos dos ícones — a paisagem e a arquitetura –, as basílicas gregas foram substituídas por igrejas russas e os santos nacionais tornaram-se temas comuns.
No final do século XVI, a escola de Stroganov introduziu o ícone miniaturizado, e os mestres dessa maneira de pintar tornaram-se famosos por suas figuras elegantes, os tons orientais de seu colorido e o tratamento elaborado dos detalhes.
Período petersburguês (1703-1917)
Com a fundação de São Petersburgo houve a substituição da influência bizantina pela ocidental. Artistas estrangeiros começaram a chegar ao país, enquanto jovens russos eram enviados à Itália, França, Holanda e Inglaterra para estudar pintura e arquitetura. A arte religiosa cedeu então lugar à pintura secular. Arte retratista. Grandes artistas se limitavam à pintura retratista de aristocratas.
Alguns artistas do período:
Ivan Argunov – Na década de 1760 atingiu sua fase mais brilhante, produzindo retratos da realeza e ícones, e criando o gênero do retrato póstumo.
Anton Pavlovitch Loenko
Fedor Rokotov. 1765 – iniciou o gênero do retrato psicológico.
Dimitri Levitski. 1770
Em 1812 Napoleão invade a Rússia, surgem os pintores focados em arte realista, como Alexei Venetsianov (1811), Pavel Fedotov (1842) e os escultores Ivan Petrovitch Martos (1818), Vitali e F. Tolstoi
A segunda metade do século XIX marcou o advento da era realista, cujos mais destacados representantes foram os artistas integrantes da Sociedade Peredvijniki.
O sentimento nacional e a consciência social. As idéias do grupo Peredvijniki predominaram no país por cerca de trinta anos e só entraram em declínio no final do século.
1898 A revista Mir Iskusstva, editada por Serguei Diaghilev, K. Somov e Aleksandr Benois, que combatia os baixos padrões artísticos do grupo Peredvijniki e defendia uma síntese das tendências ocidentais com a tradição russa. Revolucionou a arte russa. Era grande ponto de referência.









